Pages

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

As pérolas 2010

‘O sero mano tem uma missão…
(Missão: aprender a ler e a escrever)


‘O Euninho já provocou secas e enchentes calamitosas. .’
(Ah tá! é El Niño…)
‘O problema ainda é maior se tratando da camada Diozanio!’
(Putz.....)
‘A situação tende a piorar: o madereiros da Amazônia destroem a Mata Atlântica da região.’
(Hã?como que?)
‘O grande problema do Rio Amazonas é a pesca dos peixes’
(Dos peixes? Então podiam pescar galinhas…)
‘É um problema de muita gravidez.’
(Claro, muitas pessoas estão gravidas)
‘A AIDS é transmitida pelo mosquito AIDES EGIPSIO.’
(Então corrão pras colinas do egito!)
‘Já está muito de difíciu de achar os pandas na Amazônia’
(Pandas na amazônia ??? PQP!!!!!)
‘A natureza brasileira tem 500 anos e já esta quase se acabando’
(Ah sim.veio com as caravelas.)
‘O cerumano no mesmo tempo que constrói, também destroi, pois nos temos que nos unir para realizarmos parcerias juntos.’
(como?… "aja cerumanisse nesa pesoa")
‘Na verdade, nem todo desmatamento é tão ruim. Por exemplo, o do Aeds Egipte seria um bom beneficácio para o Brasil’
(hã?!)
… menos desmatamentos, mais florestas arborizadas. ‘
(Por que florestas sem arborizamento não são florestas)
‘Isso tudo é devido ao raios ultra-violentos que recebemos todo dia.’
(Raios ultra violentos! chamem a polícia!)
‘Tudo isso colaborou com a estinção do micro-leão dourado.’
(Micro leão dourado é encontrado na terra dos oompa loompas.)
‘Imaginem a bandeira do Brasil. O azul representa o céu , o verde representa as matas, e o amarelo o ouro. O ouro já foi roubado e as matas estão quase se indo. No dia em que roubarem nosso céu, ficaremos sem bandeira..’
(Hahahahahahahahahahahahahahaha! e sem oxigênio)
‘… são formados pelas bacias esferográficas. ‘
(Bacias cheias de tinta de canetas hidrográficas.)
‘Eu concordo em gênero e número igual.’
(Eu discordo!)
‘Precisa-se começar uma reciclagem mental dos humanos, fazer uma verdadeira lavagem celebral em relação ao desmatamento, poluição e depredação de si próprio.’.
(Profunda...l!)
‘O serigueiro tira borracha das árvores, mas não nunca derrubam as seringas.
(rararara!)
‘Vamos deixar de sermos egoistas e pensarmos um pouco mais em nos mesmos.’
(Parece até o garfield falando)
É gente podemos até rir dessas pérolas horrendas, mais fica uma pergunta no ar: Onde isso vai dar?que país é esse minha gente? sinto-me envergonhada de ter a resposta e não poder fazer muita coisa...Ê Brasil.........

Continue lendo >>

MP denuncia fraude em estudo ambiental do Porto da Cargill, no Pará



.
Os Estudos de Impacto Ambiental (EIA) do porto da Cargill, em Santarém, no Pará, foram alvo de denuncia do Ministério Público Estadual (MPE). A promotoria pediu investigação sobre as informações relacionadas aos estudos do desmatamento na região de influência do porto, usado para escoamento da produção agrícola, principalmente a soja plantada na Amazônia.

Apenas a empresa responsável pelo estudo, a Consultoria Paulista de Estudos Ambientais (Cpea), foi responsabilizada pelo MPE. A multinacional que administra o terminal não foi incluída na denúncia. A modificação das conclusões de pesquisas sobre o desmatamento foram as causas da denúncia.

O processo, de autoria das promotoras de Justiça Janaina Anadrade de Sousa e Ione Missae da Silva Nakamura, conclui que o estudo de impacto ambiental aponta que "a agricultura mecanizada não era a principal responsável pelo desmatamento da região, quando, na verdade, no entendimento da maioria dos autores utilizados como base bibliográfica para a elaboração do estudo em tela, tal prática era sim, a principal responsável pelo desmatamento da região”.

Continue lendo >>

Washington Novaes: Biodiversidade, água, energia. Quando cuidaremos das nossas torres?


Na manhã de 11 de setembro de 2001 o autor destas linhas estava em Tefé, no Amazonas, preparando-se para embarcar no porto rumo à Reserva de Mamirauá, lá pelas bandas dos Rios Japurá e Solimões, onde seriam gravadas cenas para um documentário da TV Cultura de São Paulo chamado Biodiversidade: Primeiro Mundo é Aqui (Estado de São Paulo, 12.09.2011) .

 
Sentado na calçada em frente a um hotel, olhava enquanto a equipe carregava numa van os equipamentos de gravação. Até que o porteiro do hotel, correndo e batendo uma mão na outra, veio dizer, esbaforido: “Um avião derrubou o maior prédio de Nova York. Está lá, na televisão”. De fato, estava, deixando-nos todos perplexos. Mas era preciso partir. As “voadeiras” que nos levariam pararam, entretanto, num posto flutuante de combustíveis e lá havia uma televisão que mostrava um segundo avião derrubando uma segunda torre. Porém não tínhamos como esperar uma explicação, seguimos adiante. Nos cinco dias seguintes, como em Mamirauá não havia televisão nem telefone, ficamos, todos a circundar a reserva, a ver só água e florestas, sem nenhuma notícia, imaginando: será a terceira guerra mundial? Só no fim do quinto dia, num posto flutuante do Ibama, pudemos ver um noticiário de TV e entender o que acontecera.

 
Já se sabia, nesse 2011, que o Brasil detinha entre 15% e 20% da biodiversidade mundial e que essa é a maior riqueza real, concreta, do planeta (medicamentos, alimentos, materiais). Já se lutava, em várias frentes, por uma política de conservação efetiva para o bioma. Passados dez anos, o cálculo que se faz é de que 18% da floresta já tenha desaparecido e que se chegar a 20% pode haver “uma inflexão”, como tem advertido o conceituado biólogo Thomas Lovejoy (Folha de S.Paulo, 14/8): poderá haver mudanças fortes no regime de chuvas, afetando também Mato Grosso, o sul do País, até a Argentina. Experiente, Lovejoy diz que não nos devemos preocupar com ameaças do exterior, porque o mais grave já está aqui: “A pior forma de biopirataria é a destruição da floresta”.

Continue lendo >>

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

III Fórum Amazônico de Software Livre


O FASOL - Fórum Amazônico de Software Livre é um evento promovido anualmente, e até o ano passado sob a responsabilidade somente dos acadêmicos do curso de Sistemas de Informação da Universidade Federal do Oeste do Pará – UFOPA juntamente com vários parceiros, e que a partir deste ano está na responsabilidade da Comunidade Open Tapajós Software Livre. Com a credibilidade conquistada em sua primeira e segunda edições o FASOL tornou-se o mais novo ícone regional no assunto Software Livre. Realizado em Santarém, cidade localizada no interior do Pará e no coração da Amazônia, o FASOL já é o ponto de encontro das comunidades, militantes e usuários de Softwares Livres desta região, além de ser fonte de informações para aqueles interessados em conhecer esta filosofia.

Continue lendo >>

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Nem tudo que brilha é ouro e nem toda luta é por uma causa justa

Por: Edilberto Sena

Nem tudo que brilha é ouro e nem toda luta é por uma causa justa
O projeto da usina Belo Monte, um desastre imenso na Amazônia,
está em andamento, apesar de muitos protestos locais, nacionais e
internacionais. Até agora o governo federal não quer recuar. Assume a
responsabilidade pelo desastre, segundo o ministro Gilberto carvalho,
não há dialogo nem pressão que faça desistir. O que tem ser feito será
feito, é a palavra de ordem. Mesmo assim, os protetores se
multiplicam.

Continue lendo >>

Rumo às energias que nos convêm

 

"Uma boa política energética não pode estar voltada apenas para questões do desenvolvimento econômico e obreirismo, precisa estar atenta aos chamados fatores ambientais e sociais, dar preferência a fontes renováveis de energia e de origem local (mais próximas dos usuários, menos caras), computar e cobrar dos geradores os impactos que produzam", afirma Pietro Erber, diretor do Instituto Nacional de Eficiência Energética.

Continue lendo >>

UFOPA – avanço ou retrocesso na formação de professores para o oeste do Pará?




Vivemos um momento importante em nossa região. Por um lado a possibilidade de emancipação política, econômica e administrativa das decisões de Belém. Por outro, a concretização da implantação da Universidade Federal do Oeste do Pará, a UFOPA. De nosso ponto de vista, ambos trazem a tona uma discussão importante sobre desenvolvimento e o momento é oportuno para um debate aberto e responsável sobre se estes dois eventos realmente significam desenvolvimento para a população do oeste do Pará.
No entanto, apesar da importância da criação do estado do Tapajós, abordarei aqui a implantação da UFOPA. Particularmente a questão: a implantação dessa universidade, sobretudo seu modelo de progressão acadêmica, trouxe avanços para a formação de professores no oeste do Pará?
Muito foi especulado sobre o atual modelo acadêmico-pedagógico implantado na UFOPA. Especulava-se que ele era inovador por ser interdisciplinar e que traria desenvolvimento para a Amazônia. Porém, o fato novo é que, concluído o primeiro semestre da implementação do modelo, temos números para refletir sobre estas especulações.
Do ponto de vista econômico é certo que as cidades diretamente atingidas pela chegada da UFOPA aumentaram suas atividades comerciais e empresariais. Chegaram novos professores, funcionários e alunos de diversas partes do país que demandaram mais dessas atividades econômicas, gerando maior receita, tanto para os comerciantes, empresários e como maior arrecadação por parte dos municípios. Por outro lado, do ponto de vista intelectual intensificam as ocasiões de realizações de seminários, debates, conferências, jornadas acadêmicas em nossa região que, inegavelmente, trazem benefícios para a região. Neles pesquisadores e estudiosos do Brasil e do mundo ficam acessíveis à população local em um espaço público para troca de conhecimento. É lugar comum encontrar nas universidades federais eventos desta natureza.
Todavia, os números relativos ao ingresso dos alunos no Instituto de Ciências da Educação apontam que, ao contrário do que foi divulgado pela administração superior da universidade, o modelo de progressão acadêmica que está sendo implementado na UFOPA representa um retrocesso na formação de professores. Basta, para consolidar nosso argumento, o fato de que mais da metade das vagas disponíveis para o instituto que abriga as licenciaturas ficaram vazias. Tampouco somos favoráveis ao regime anterior, onde o aluno disputava diretamente a carreira que desejava seguir. Mas é fato que no antigo regime as vagas das carreiras do magistério quase sempre ficavam totalmente preenchidas.
Porém, para melhor compreensão de nosso argumento é preciso fazer um resgate do modelo de promoção acadêmica em implantação na UFOPA. Em resumo, neste modelo, entram mil e duzentos alunos na universidade, via ENEM, para o Centro de Formação Interdisciplinar. Uma espécie de ciclo básico, porém, com o particular de os alunos ainda não terem curso definido.  Após um semestre de aulas os alunos “escolhem” (lembrando que escolhe primeiro o aluno com maior nota no Índice de Desenvolvimento Acadêmico – IDA) um dentre os cinco institutos da universidade. Então o aluno ingressa em um dos cinco institutos da UFOPA. O aluno ainda não tem curso definido. Porém, já poderá estar no instituto que abriga o curso de sua preferência, desde que seu IDA permita a escolha dessa preferência (vale lembrar que quarenta por cento do IDA é composto por uma prova de múltipla escolha aplicada no mesmo dia, local e horário para todos os alunos, semelhante a um vestibular).
Assim, decorrente deste modelo e sob os argumentos (que não examinarei sua pertinência  aqui) de que os jovens são imaturos para escolher sua futura profissão, de que é preciso ter uma base interdisciplinar antes desta escolha, etc., mil e duzentos alunos ingressaram na UFOPA sem saber qual sua futura profissão!
No entanto, os números referentes à concorrência dos vestibulares de todo o país apontam que há carreiras que são historicamente mais concorridas que outras. Sendo assim, as carreiras mais concorridas, por exigirem mais empenho dos candidatos para serem aprovados, fazem com que estes absorvam mais conteúdos do que aqueles que intencionam carreiras historicamente menos concorridas. Não examinarei à questão da meritocracia ou do esforço individual, mas decorre deste fato que, dentre os ingressantes da UFOPA, houveram mais alunos que escolheram por cursos de carreira mais concorridas, uma vez que foi exigido dos candidatos uma preparação mais forte. Por exemplo, apesar de o curso de Direito disponibilizar quarenta vagas, os números comprovam que ingressaram na UFOPA muito mais do que este número, uma vez que, este curso exige mais dos seus candidatos. Assim, após um semestre de estudos como aluno regular da universidade muitos que escolheram a advocacia como profissão terão que escolher outra carreira ou abandonar a UFOPA.
Por outro lado, ser professor pouco é estimulado no Brasil, sobretudo dentre os adolescentes que compõem o universo de estudantes secundaristas. Baixos salários, condições precárias de trabalho, violência no ambiente escolar, etc., poderiam explicar este desestímulo. Fato é que tal desestímulo acarreta menor concorrência entre os vestibulandos para os cursos de licenciatura.  Decorre daí que um menor número de ingressantes que desejavam cursar carreiras do magistério compôs o universo de alunos ingressantes na UFOPA.
Examinando os números relativos à saída dos alunos do Centro de Formação Interdisciplinar e ingresso nos Institutos, os números denunciam que das trezentas vagas disponíveis no instituto no qual as carreiras do magistério estão vinculadas, o Instituto de Ciências da Educação – ICED, apenas cento e quarenta foram preenchidas. Ou seja, decorrente deste modelo de progressão acadêmica, cento e sessenta vagas das carreiras do magistério não foram preenchidas. Com isso, os números comprovam que o atual modelo de progressão acadêmica em implantação  na UFOPA diminuiu mais ainda o ingresso dos jovens nas carreiras do magistério.
Sendo assim, do ponto de vista da formação de professores o sistema de progressão acadêmica implementado na UFOPA não constitui desenvolvimento para nossa região. Pelo contrário, constitui retrocesso.
Neste sentido, gostaríamos de publicamente questionar para quem o sistema de progressão acadêmica em implantação na UFOPA, alicerçado em um entendimento superficial de interdisciplinaridade, constitui desenvolvimento. Aproveito para solicitar esclarecimento público desta questão uma vez que ela diz respeito a toda população do oeste do Pará uma vez que ela pode estar sendo prejudicada por, possivelmente, haver no futuro menos professores formados por uma instituição federal de ensino superior para educarem seus filhos.
Autor: Gilberto César Lopes Rodrigues

Continue lendo >>