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terça-feira, 10 de setembro de 2013

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Por que os alunos insistem em desfilar?

Sepe Belford Roxo

Essa charge representa muito bem o paradoxo que existe entre a péssima realidade educacional e o orgulho de desfilar por sua escola no 7 de setembro.

Faça parte do "Boicote ao 7 de setembro!"

Charge: Latuff

fonte: http://portalfda.blogspot.com.br/

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Hidrelétrica Teles Pires: trabalhadores mantêm relações com meninas índias na aldeia Kayabi


Aldeia Kayabi Kururuzinho.
Foto: Documento Cultural UHE Teles Pires


Denúncia

Pessoas que pediram para não ser identificadas me trouxeram denúncias graves sobre conflitos na aldeia Kururuzinho, TI Kayabi, onde trabalhadores estariam mantendo relações sexuais com jovens índias de 12 e 13 anos. Haveria uma revolta generalizada e conflitos nas famílias da aldeia. As meninas estariam sendo assediadas pelos homens da empreiteira.


Por Telma Monteiro


Só no rio Teles Pires, estão planejadas as construções de cinco hidrelétricas em sequência: UHE Colíder, UHE Sinop, UHE Teles Pires, UHE São Manoel e UHE Foz do Apiacás. Colíder e Teles Pires já estão sendo construídas.

Os impactos graves não previstos nos estudos socioambientais já estão ocorrendo. O Programa 45 do Projeto Básico Ambiental (PBA) da UHE Teles Pires se refere à construção do prédio do posto de saúde da aldeia Kururuzinho, na terra indígena Kayabi, município de Jacareacanga.
Placa indicadora da obra do Posto de Saúde da aldeia Kururuzinho
TI Kayabi
Os recursos financeiros utilizados para a construção do prédio são da Companhia Hidrelétrica Teles Pires S/A, responsável por construir e operar a UHE Teles Pires, constituída pelas empresas Neoenergia (50,1%), Eletrobras-Eletrosul (24,5%), Eletrobras-Furnas (24,5%) e Odebrecht Energia (0,9%).


O Consórcio Construtor Teles Pires foi contratado para executar o projeto e as obras civis, fornecer e montar os equipamentos eletromecânicos da UHE Teles Pires. Ele é formado pelas empresas: Odebrecht, Voith, Alston, PCE e Intertechne. A Odebrecht é a responsável pelas obras civis.

Para a construção do posto de saúde, a Odebrecht subcontratou a empreiteira Jordão Conceição da Silva ME que enviou, inicialmente, dois trabalhadores que ficaram hospedados na aldeia Kururuzinho. No entanto, os indígenas reclamaram da demora na construção e, para cumprir o cronograma obra, mais 20 homens foram enviados.

Pessoas que pediram para não ser identificadas me trouxeram denúncias graves sobre conflitos na aldeia Kururuzinho, na TI Kayabi, onde trabalhadores estariam mantendo relações sexuais com jovens índias de 12 e 13 anos. Haveria uma revolta generalizada e conflitos nas famílias da aldeia. As meninas estariam sendo assediadas pelos homens da empreiteira.

As relações se deterioraram ao longo desses meses a ponto de os indígenas chamarem a Odebrecht para pedir que os trabalhadores fossem levados para outra base. Por algum tempo eles ficaram em alojamentos na outra margem do rio, mas hoje eles estão de volta na aldeia.
Posto de Saúde na aldeia Kururuzinho, em fase de acabamento
Foto: Facebook

O posto de saúde que deveria ter sido inaugurado em junho está agora em fase de acabamento e será inaugurado no próximo dia 19 de setembro. A obra deve deixar graves sequelas. Como se não bastasse o fato de as índias serem menores, as relações sexuais acontecem sem nenhum tipo de prevenção.

A responsabilidade sobre os fatos é da Odebrecht e da Funai local, em Alta Floresta. O funcionário responsável pela Funai, segundo a denúncia que recebi, tem conhecimento do que se passa na aldeia Kururuzinho.

Na aldeia Kururuzinho vivem cerca de 80 a 100 adolescentes indígenas e os não índios foram "despejados" lá pelo Consórcio Construtor Teles Pires, contrariando a legislação.

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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

O que é ser militante?



Muitas pessoas me peguntam o que é ser militante?
Para que serve ser militante?
Hoje ao fazer uma pequena pesquisa sobre meu grande exemplo de militante Che Guevara encontrei um texto de Felipe Andrade da Silva.

Acompanhem:

Ser militante é assumir o papel que o diretor lhe designou nesta novela chamada vida. Ser militante é saber que todos têm posição - entendendo que você enxerga o mundo de uma fração dos 12.756 quilômetros de diâmetro do planeta, não podendo vê-lo por inteiro, mas sabendo que o inteiro existe.

Ser militante é entender que quem está lá em cima não quer descer e quem tem fome quer comer. Ser militante é saber que alguém errou a equação no vestibular chamado humanidade, dando muito para poucos e pouco para muitos.

Ser militante é saber que a prerrogativa do mundo dos fortes foi criada por alguém cego, que nunca enxergou que todos têm fraquezas e forças. Ser militante é saber que a máquina que exclui foi criada pelos privilegiados e que o privilégio é fruto do desabono de alguém.

Ser militante é saber que existem maiorias e minorias dentre muitas possibilidades de diferença, seja étnica, religiosa, por gênero, por sexualidade, por nacionalidade, por faixa etária, dentre muitas outras, mas entender que a diferença entre o militante e o não militante é saber que a única diferença insalubre é a diferença social, aquela que faz um terço da população mundial não dormir porque tem fome.

Ser militante é saber que o preconceito é a pior doença do homem, a arma que a infelicidade criou para combater a felicidade, a arma que a injustiça criou para combater a justiça, a falha da máquina que era para ser perfeita.

Ser militante é saber que quem ou o quê nos criou, independente da crença, nos fez iguais, e que sexo, cor, preferência sexual, raça e qualquer outro fator não alteram, em nada, a capacidade, o caráter e a importância de cada ser humano.

Ser militante é ser poeta, operário, escultor, esportista, estudante, aposentado, músico, empreendedor, sindicalista, jornalista, escritor, engenheiro, professor, de todos os segmentos e profissões, porque ser militante é participar do todo que se chama humanidade.

Ser militante é ter preferência pela palavra universalização, porque ela significa extensão de tudo para todos, um mundo universal é onde nenhum processo é excludente. Ser militante é saber que todos os recursos do planeta e todas as invenções da humanidade devem ser de usufruto de todos.

Ser militante é cantar uma ode à alegria, é gostar de justiça, mas sem precisar ser justiceiro, é respeitar o planeta terra, preservando-o. Ser militante é enxergar em todos os seres humanos - um semelhante, desejando que as mesmas conquistas que deseja para si se estendam a todos.

Ser militante é viver o presente, é lutar, é vibrar, é chorar, é vencer, é perder, é recomeçar, é ir até o fim, é ter utopias, é acreditar nas qualidades da humanidade e dar sentido a tudo.

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Intolerância Religiosa!

Queria ter um modo mais fácil e pratico de lidar com essa situação!Ei, mas existe! A tolerância e o respeito são formas pacificas de lidar com isso,mas infelizmente não é isso que vejo e sinto.Tenho 24 anos e desde que assei a "compreender o mundo" e me "sentir parte dele" sei que minha mãe tem uma religião "diferente" da maioria as pessoas, ela cultua o Candomblé -nação Ketu,é uma babalorixá Filha de Iemanjá, tem um terreiro construído com muito esforço, trabalho e fé em seus orixás, segue todos os preconceitos de sua RELIGIÃO.


E eu como Filha percebo que ela tem orgulho de pertencer a essa RELIGIÃO!O que passo a relatar a vocês caros amigos (as) são fatos de puro preceito nojento, escroto...Enfim, não vou dar os nomes que se passam e minha cabeça agora (são os piores, acreditem!) por respeito a ela que estará lendo esse post.Começo falando sobre minha infância onde não escapei de brincadeiras de mau gosto, de pais que não gostavam que seus filhos brincassem comigo e meus irmãos, falando coisa do tipo: "tu não vai brincar com os filhos(as) daquela macumbeira", pessoas querendo nos converter ainda crianças para "salvar nossa almas". 


Claro que não existiam só esse dementes,loucos cheios de PREconceitos, fanáticos religiosos!tinham pessoas que nos viam como crianças normais, com uma mãe normal que tinha apenas uma religião que não era a da maioria, pessoas que eram e ainda são: católicas e protestantes!Agora já como adultos meus irmãos e eu temos consciência e respeito aos cultos de nossa mãe, infelizmente isso não livra a nós e a ela de xingamentos e chacotas de algumas pessoas nossa família cresceu tenho 3 sobrinhos que se fazem presente no nosso dia a dia(tenho mais um irmão com 3 filhos que vivem em Manaus), o mais velho e o meu chamego Gabriel 5 anos.Gabriel... Quase um filho pra mim! por isso dói, dói muito ver ele crescer em meio a tanto preconceito sem entender nada, ver pais incentivando outras crianças bate nele,afasta-lo das brincadeiras típicas de crianças, pais que incentivam os xingamentos contra ele(meu pequeno homem não teve a mesma sorte que os tios) e toda minha família!Pra ficar mais claro como isso acontece vou citar algumas coisas: minha mãe e meu pai estavam a caminho de casa quando de repente uma criança para e diz a meu pai “ ela que fez macumba para teu braço ficar assim né?” Meu pai e minha mãe ficaram constrangidos e sem respostas continuaram seu caminho;Em alguns dias em que minha mãe abre o Terreiro e começa a cantar cantos típicos de suas religião protestantes começam a orar...orar?NÃO!GRITAR chamando os cultos dela de Demoníacos;Já jogaram pedras enormes em dias de festas onde todos apenas cantavam e dançavam com seus caboclos.


Hoje quase todos os dias têm cultos de protestantes que varam as madrugadas, minha mãe está cercada de pessoas que a estão torturando!Ela está psicologicamente abalada por um fato ocorrido na semana passada em um dos cultos dos protestantes, onde segundo eles o demônio se apoderou de uma criança o qual disse que seria enviado de minha mãe para destruir aquela família e contou mais, que todos os nomes dos filhos dos presentes estavam no terreiro de macumba!!!Sábado vi minha mãe aos prantos!vi que aquela acusação doer na mulher, doer no ser humano e principalmente na mãe que ela é!


Estou revoltada! Indignada! Doe na em minha mãe doe em mim!

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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Indígina ocupa cargo de professor na UFPA



Com a intenção de promover o multiculturalismo, a Universidade Federal do Pará (UFPA) empossou, pela primeira vez, um indígena que passa a ocupar o cargo de professor efeitvo da Instituição. William Dominguez, pertencente à etnia Xacriabá, adotada pelos Assurini, assumiu nesta sexta-feira, 18, na Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoal (Progep), o cargo de professor da disciplina Antropologia da Saúde, do curso de Etnodesenvolvimento, do Campus de Altamira.

Formado no curso de Pedagogia da UFPA, William Dominguez já foi presidente do Conselho de Saúde Indígena e, atualmente, é vice-presidente. Ele conta que é uma honra poder assumir o cargo, uma vez que considera o fato como uma “tentativa da Instituição de abrir as suas portas para o meu povo. Tentar fazer da Universidade uma multiversidade, que representa todos os nossos anos de luta e a nossa trajetória dentro dos movimentos sociais pelos direitos dos povos indígenas. Como professor da UFPA, quero poder auxiliar na formação do meu povo, porque, há algum tempo, entendemos que precisamos lutar com armas diferentes: com caneta, papel e nosso discurso, que aprendemos na academia”.
Boas-vindas – O pró-reitor de Extensão, professor Fernando Arthur Neves, representou o reitor Carlos Maneschy e deu as boas-vindas ao professor William. “A nossa universidade ganha no sentido de se tornar mais completa, na medida em que incorpora diferentes experiências e ruma para se tornar uma sociedade multicultural. É uma experiência recente no Brasil, mas fundamental para que tenhamos a oportunidade de conhecer e ampliar o significado que temos do conceito de humanidade”, afirma o pró-reitor.
Gratificação – A antropóloga Jane Beltrão, que foi professora de William, conta que é muito gratificante vê-lo assumindo o cargo. “Acho que isso representa outro patamar. Temos, agora, um colega que pode, de alguma maneira, trabalhar com outras epistemologias, as quais não temos condições de trabalhar. Ele vai trabalhar com a epistemologia indígena, enquanto nós trabalhamos com a epistemologia que aprendemos na academia. Então, com isso, a proposta do curso de Etnodesenvolvimento em Altamira é que trabalhemos juntos, ele e eu, na mesma sala de aula”, explica a professora Jane.
“Espero não ser o único professor indígena, mas o primeiro de outros que virão, para trazermos um pouco das nossas culturas, que são muitas. Enriqueceremos a Universidade e teremos, de fato, acesso à educação, que deve formar todos os brasileiros”, ressalta o professor William Dominguez.


FONTE: Texto de Paloma Wilm – Assessoria de Comunicação da UFPA, imagens de Alexandre Moraes.

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